02/03/2026
A ABC-Academia Brasileira de Ciências e a SBPC-Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência publicaram carta em conjunto sobre a Polilaminima, medicamento experimental desenvolvido na UFRJ-Universidade Federal do Rio de Janeiro para tratar leão medular.
A carta ressalta a necessidade de cautela sobre o medicamento que ainda está em nível de testes. A Polilaminima é uma substância feita à base de uma proteína isolada de placentas chamada Laminina. Entre suas funções está a regeneração dos axônios, estruturas dos neurônios que são danificadas quando ocorre uma lesão na medula espinhal, afetando a comunicação entre o cérebro e os músculos.
Em testes preliminares a molécula foi avaliada com cães e um grupo de 8 voluntários humanos, tratados entre 2018 e 2021 na fase aguda, até 72 horas após a lesão. A aplicação foi feita diretamente na medula espinhal durante a cirurgia. Os resultados foram variados, com alguns pacientes tendo uma recuperação completa dos movimentos, e outros com melhora parcial.
Em janeiro, a ANVISA- Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou o início da primeira fase dos estudos clínicos. Mas na carta, a ABC e SBPC fazem um alerta, destacando que “em áreas como neuroregeneração, o percurso entre descoberta científica, validação pré-clínica, ensaios clínicos e eventual incorporação tecnológica é necessariamente longo, complexo e dependente de evidências acumulativas”.