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Endometriose profunda: impacto na qualidade sexual e como melhorar
13/11/2017

A avaliação sexual das pacientes do sexo feminino requer o conhecimento da vasta e complexa rede de respostas fisiológicas descritas pela psiquiatra Bosson em 2002. Segundo Fleury, em 2004 muitas mulheres iniciam a experiência sexual em estado de neutralidade sexual, isto é, tendo uma necessidade não sexual em função de outros "ganhos": intimidade emocional, necessidade de maior proximidade, demonstração dos sentimentos pela ausência emocional ou física do parceiro. Sendo também importante a presença de estímulos sexuais adequados e da experiência sexual anterior.

Segundo Alessandra Evangelista, Professora da Pós-Graduação em Reprodução Humana Assistida da UNIGRANRIO – Vida Centro de Fertilidade e Professora Assistente do Departamento de Ginecologia da UERJ, durante a consulta é de extrema importância que seja avaliada a qualidade sexual, deixando a paciente a vontade para relatar se está satisfeita ou não. E no caso de insatisfação, deixá-la relatar o que a incomoda. Muitos são os instrumentos de avaliação da qualidade sexual, como questionários que permitem avaliar os domínios que compõem essa resposta fisiológica. A maioria dos questionários avalia: desejo, excitação, lubrificação, orgasmo, satisfação e dor.

O componente dor, explica a especialista, é referido em inúmeros trabalhos como um domínio impactante nas pacientes com endometriose profunda (Evangelista et al, 2014). Nestas pacientes a queixa de dispareunia é relevante e pode, inclusive, fazer com que ela evite relações sexuais em virtude da dor. Estudos referem diminuição do escore total da função sexual nessas pacientes e enfatizam o menor escore comparando o grupo controle, no domínio dor. A conduta frente a esses casos visa o restabelecimento da qualidade sexual e é de extrema importância que a inflamação, causada por lesões nodulares ou espessamentos, possa ser bloqueada.

A cirurgia com exérese de lesões que estejam localizadas em compartimento posterior como nódulos vaginais, espessamentos de ligamentos uterossacros e também nódulos retrocervicais auxilia na melhora da dor e conseqüente aumento do escore de qualidade na função sexual. A via laparoscópica e a cirurgia robótica são preferíveis pela melhor visualização, maior precisão de abordagem e melhores índices de melhora da dor.

É importante ter em mente que os tratamentos cirúrgicos já são bem consistentes na melhora dos sintomas álgicos e que a implementação de tratamentos hormonais de bloqueio também pode diminuir a libido e ocasionar menor lubrificação vaginal.

Uma paciente com qualidade sexual reduzida deve ser ouvida em relação ao motivo de sua queixa, identificada sua dor e também orientada sobre a possibilidade de tratamento e melhora de qualidade sexual. Sexo é vida!

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