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Protocolo para o tratamento do câncer infanto-juvenil

30/12/2019

Uma pesquisa feita por instituições brasileiras especializados no câncer infanto-juvenil mostra que os hospitais que seguem estritamente o protocolo de estudo no tratamento da leucemia linfoide aguda em crianças e adolescentes, tem mais sucesso na cura e ainda diminuem a duração do tratamento.

Um exemplo: Matheus, de 1 ano e 9 meses de idade, já enfrentou uma batalha contra a leucemia. Após várias sessões de quimioterapia veio a notícia esperada, que depois de 8 dias de internação, as células leucêmicas estavam zeradas no sangue periférico.

A medicação que Matheus recebeu, o resultado dos exames e a evolução da doença foram monitorados no Hospital Boldrini de Campinas, referência no tratamento de câncer infantil.

O protocolo clínico é o método de trabalho definido num grupo de estudos. Outros 24 hospitais especializados em câncer infantil no país, seguem esse mesmo protocolo, na pesquisa coordenada pela Dra. Silvia Brandalise. O trabalho provou que procedimentos padronizados nos hospitais especializados estão aumentando as porcentagens de cura no tratamento da leucemia linfoide aguda infanto-juvenil.

“Se o paciente não estiver inserido em estudo clínico, você não tem um acompanhamento minucioso e sistemático dos dados, monitoramento externo dos resultados, e a variação individual que o médico faz quando ele bem entender, não vai dar bom resultado”, explica Silvia Brandalise.

Os protocolos de estudo para tratamento da leucemia linfoide aguda infanto-juvenil começaram em 1980, no Brasil, e foram inspirados nos procedimentos americanos. Em 1979, a chance de cura era de apenas 1%. Em 1982 aumentou para 40%. Em 2016 a sobrevida atingiu 80% dos pacientes nos centros especializados. Mas nos hospitais onde os protocolos de estudo não são aplicados, só 47% dos pacientes sobrevivem.

Segundo os estudos, além de aumentar as chances de cura, o uso de protocolo específico, também reduziu o tempo de tratamento. Os pacientes pararam de tomar a quimioterapia, 6 meses antes do que era previsto há duas décadas.

“Isso significa menos toxicidade da quimioterapia”, diz a Coordenadora do Protocolo de Estudo, Silvia Brandalise.

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